A música como luz da Vida

São inúmeros os exemplos de pessoas que enfrentam adversidades na vida, e conseguem se afirmar nas artes, nos esportes e em outras atividades. São pessoas que nascem ou se tornam portadoras de alguma deficiência e conseguem se superar. Nos esportes, vejam os exemplos dos atletas paraolímpicos alcançando marcas inacreditáveis nas mais diferentes modalidades esportivas.

Na música, isso acontece também e até na nossa musica regional. No nosso forró. Podemos citar dois exemplos de artistas, cuja deficiência visual aliada à fé, a determinação e a muito trabalho se tornaram artistas diferenciados no meio musical. 

Arlindo dos 8 Baixos é um deles. Nascido em Sirinhaem (Mata Sul de Pernambuco), Arlindo já puxava o fole aos 10 anos de idade. Com Luiz Gonzaga tocou durante 18 anos. A partir dos anos 90, já com sua carreira consolidada graças aos inúmeros discos gravados, e completamente destituído da visão, Arlindo transformou o quintal de sua casa num espaço ideal para sessões de forró nos fins de semana e hoje constitui um ponto de convergência dos forrozeiros da região.

Muniz do Arrasta-pé é outro exemplo de superação. Não freqüentou escola porque não enxergava. Demonstrou desejo de ser musico. Seu pai, com muita dificuldade, conseguiu uma sanfona e com ela Muniz ganhou o mundo para ajudar os pais a educar seus cinco irmãos. Hoje, Muniz tem um grupo formado por doze pessoas, entre músicos e dançarinos, e se apresenta por todo o Nordeste. 

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