Alceu Valença canta Luiz Gonzaga

ALCEU VALENÇA celebra o centenário do Rei do Baião com o show LUA E EU, em três apresentações exclusivas, dias 1° de junho (quinta), no SESC RIO PRETO, em São José do Rio Preto; e dias 2 e 3 (sábado e domingo), no SESC PINHEIROS, em São Paulo.

No espetáculo, o cantor aborda a obra de LUIZ GONZAGA e explicita a influência do rei do baião em sua própria criação musical, estabelecendo “relações temáticas, poéticas e estilísticas” entre o cancioneiro de um e de outro.

A relação direta entre os dois artistas do sertão e do agreste pernambucanos é evidenciada no número que junta “Asa Branca” e “Anunciação”, duas das composições mais representativas da música popular do Nordeste, concebidas respectivamente por Luiz e Alceu. Além destas, toadas como “Estrada de Canindé” e “Solidão”; xotes como “Sala de Reboco” e “Pé de Rosa” ou baiões como “Baião” e “Coração Bobo” se alinham quanto ao gênero.

Dentre as relações temáticas e poéticas, “Pau de Arara” e “Dia de Cão” entoam cantos de partida. “Juazeiro” e “Na Primeira manhã” se alinham no tema do desamor; “Tropicana” e “Vem Morena” acrescentam malemolência à conquista amorosa, enquanto “O Cheiro da Carolina” e “Xote Delicado” exaltam as sutilezas sedutoras da condição feminina.

Nascido no agreste de Pernambuco, Alceu Valença cresceu escutando a música de Luiz Gonzaga e os elementos originais que ajudaram o Rei do Baião a consolidar seu estilo. Pelo canto dos aboiadores, dos emboladores, dos cantadores de feira, das toadas, das cantigas de cego e outras tantas manifestações populares que conhecera desde a infância, Alceu assimilou a música de Gonzaga também a partir das raízes que a constituíram.

O próprio Luiz, ao assistir a um show de Alceu, no início de sua carreira, avaliou: “Sua música soa como uma banda de pífano elétrica”. Anos depois, Gonzaga viria a gravar uma composição de Alceu, “Plano Piloto”, escrita em homenagem a Brasília.

Alceu, por sua vez, gravou diversas canções de Luiz ao longo de sua carreira. No último encontro, pouco antes de sua triste partida, o mestre pediu a Alceu que cuidasse de seu legado: “Não deixe meu forrozinho morrer”, - sentenciou.

Lua e Eu manifesta a grande arte nordestina e celebra o centenário de Luiz Gonzaga, de modo a reafirmar seu legado como matriz da melhor canção popular do nordeste. Alheio aos polietilenos de baixa densidade dos forrós de plástico, Alceu vai mostrar pra vocês como se canta o baião.

Alceu Valença se apresenta ao lado de Paulo Rafael (guitarra e violão), Tovinho (teclados), Nando Barreto (baixo), Cássio Cunha (bateria) e Lucyane (acordeom).

Publicada em 25/05/2012 por: Julio Moura  

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