Vai ter baião no samba. Luiz Gonzaga homenageado pela Unidos da Tijuca em 2012

 Por: João Carvalho (produtor, editor e chefe de reportagem da Globo Nordeste)

Dizer que é uma homenagem justíssima é, no mínimo, pleonasmo. A escola de Samba Unidos da Tijuca, campeã do Carnaval 2011 do Rio de Janeiro, deve homenagear no desfile de 2012 os 100 anos de Luiz Gonzaga. Integrantes da escola já estão no Recife, onde levantam contatos e teriam marcado uma reunião para a próxima segunda-feira entre a diretoria da Unidos da Tijuca e o Governo de Pernambuco para afinar os detalhes.

Conversamos hoje pela manhã com um dos integrantes da equipe. Além do encontro com o poder público, eles estão percorrendo e empresas de Pernambuco, para "fazer contatos e levantar apoios para o desfile", explicaram. Com relação ao Governo, seria um apoio institucional. Impossível uma homenagem dessas não ter o apoio institucional.

Pra quem não lembra, a Unidos da Tijuca foi campeã em 2010. Em 2011 eles conseguiram o  vice-campeonato, no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, com o tema "Essa noite levarei sua alma". O desfile foi marcado por efeitos, criados pelo carnavalesco Paulo Barros, que ficou conhecido pela ousadia. Agora ficamos imaginando como será um desfile tendo Gonzagão como tema.

Sobre nosso artista, podemos dizer que Luiz Gonzaga está entre os mais imporantes artistas do mundo. Escolhido como pernambucano do século XX, o velho Lua nasceu na fazenda Caiçara, na zona rural de Exu, no Sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Seu pai, Januário, trabalhava na roça e nas horas vagas tocava  e também consertava safonas).

Foi com o pai que seu Luiz aprendeu a tocar. Não era nem adolescente ainda quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens, mesmo seguindo carreira musical no Rio de Janeiro. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.

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