quinta-feira, 24 de julho de 2014

30 de agosto é o McDia Feliz

Toda a verba arrecadada com as vendas do Big Mac será revertida para o Núcleo de Apoio à Criança com Câncer - NACC, no Recife. Você pode fazer parte dessa Big Corrente do Bem adquirindo o seu tíquete antecipado. Compartilhe com os seus amigos, as crianças do NACC agradecem

Lourdinha Oliveira se apresenta na Fenearte e grava show

A cantora Lourdinha Oliveira se apresentou pela primeira vez na edição deste ano da Feira de Artesanato de Pernambuco no Centro de Convenções. A cantora tem um repertório bem eclético, más para este show, preparou para o público um show de Forró com músicas de Luiz Gonzaga, Marinês, Jackson do Pandeiro e outros artistas de sucesso colocando o público para dançar. 

“Para mim o forró é o ritmo que mais que expressa o sentimento nordestino. Como intérprete, procuro levar esse sentimento a cada lugar que eu canto”, falou.

Com mais de 20 anos de carreira, Lourdinha Oliveira traz a música no DNA. Filha de sanfoneiro, desde criança fazia apresentações musicais. Nascida no agreste alagoano, Lourdinha mudou-se para Recife ainda na adolescência para se dedicar aos estudos e à música. 

Confira o Show Completo 



Nena’s Farias e Banda Forrozão do Expremidinho

Em 1988 entraram na carreira da música, graças a influência da família
Elas são irmãs gêmeas, nascidas em São Paulo (SP) cantam e encantam as noites pernambucanas com muita música popular. Uedma Fabiana e Ueidma Fabrícia são conhecidas pelo seu nome artístico de Nena’s Farias.

Sob as influências de seus pais, artistas como Cartola, Dalva de Oliveira, Jamelão, Jackson do Pandeiro, Claudionor Germano eram bastante admirados e caíram no gosto das meninas que viram o desejo de se dedicar à música.

Ao chegar no Recife, as Nena’s foram trabalhar ainda muito jovens, onde participaram de vários grupos de orquestras, serestas e bandas referência na época como Pimenta nos Olhos, Sabor de Mel, Mel com Avelã, entre outras, onde foram bastante elogiadas pela suas vozes que encantaram o público, a partir daí as Nena’s não pararam de evoluir e outros convites foram aparecendo até formar o seu grupo.

Veio primeiro o projeto Nena’s Farias MPB e um Acústico que logo caíram no gosto popular. Hoje as Nena’s Farias não podem faltar nas noites pernambucanas. Artistas se consideram ecléticas e cantam de tudo, desde internacional, MPB, Forró e Brega sempre com muita qualidade e sonoridade acompanhadas de grandes músicos.

Abraçada pelo público GLS, a banda se considera bastante pernambucana e sempre faz shows nas principais boates da cidade, blocos de rua, festas particulares, eventos públicos além de já ter participado de várias edições da Parada da Diversidade no estado.

A banda se prepara para o seu mais novo projeto, onde vai lançar o seu primeiro CD da carreira intitulado de “Nena’s Farias e Banda Forrozão do Expremidinho” com uma formação maior com baixo, guitarra, bateria, teclado, percussão, sanfoneiro, sax, trompete e duas vozes.

" Estamos muito felizes com os aplausos que recebemos dos nossos admiradores e incentivadores. Esperamos continuar contando com esse apoio para que o nosso trabalho conquiste cada vez mais pessoas interessadas em aplaudir o nosso esforço em favor da musica regional” conclui as Nenas Farias.

Contatos para shows:
(81) 8840.2925
(81) 8568.1043
nenasfarias@hotmail.com

Site: http://bandanenasfarias.blogspot.com.br/

João Lacerda - Rei Pelé

SE É FORRÓ TÔ DENTRO: Homenagem ao Espaço Cultural Dominguinhos

Poesia de Ed Lira
Pra quem gosta de forró,
Indico um ótimo lugar.
Lá existe o melhor,
Como pude comprovar.
É um forró arretado,
Que ha dois anos foi criado,
E aos sábados botam pra quebrar.

O fole não para de roncar,
E é grande a animação.
E nunca pude constatar,
Uma sequer confusão.
Isto é bom eu falar,
Pra saberem que lá,
É lugar só pra diversão.

São cinco horas de duração,
Mas dá pra divertir-se um bocado.
E músicas originárias do sertão,
Como, xote baião e xaxado,
Gostam muito de cantar,
Porque fazem o salão esquentar,
E ninguém ficar parado.

Espaço Cultural Dominguinhos é chamado,
E fica no Engenho do Meio.
Fui uma vez fiquei viciado,
E assim, outros também eu creio.
Diante o agradável ambiente,
Onde só alegria se sente,
Ficando longe de qualquer aperreio.

O forró corre sem freio,
Ate a hora programada,
Daí acaba meu recreio,
E volto pra minha morada.
Esperar mais uma semana,
Pra ir aquele lugar bacana,
Dançar ao som de uma sanfona afinada.

É isso aí. Pra quem gosta de forró,
Espaço Cultural Dominguinhos é o
melhor.
Fica no Engenho do Meio, e
pra melhor informação, ligue
pra 3271-1994.
Vai lá.

____________________________
e-mail: edlirapoesias@hotmail.com
Tel. Res. 81-3431-2633 / Cel. 81- 9799-4609
Olinda, PE

Tácyo Carvalho – Forró do poeirão

Integrante da classe forrozeira e responsável em valorizar a música de raiz da nossa cultura brasileira. É preciso se entender o movimento dos forrozeiros autênticos, aqueles que falam a “língua e rítmo da pisada matuta”.
Tácyo Carvalho – Forró do poeirão
2014

01-Forró do Poeirão (Tacyo Carvalho)
02-Procurando um Coração (Naldo Carvalho – Tacyo Carvalho)
03-Inveja Branca (Elmo Oliveira)
04-Camurim (Tacyo Carvalho)
05-Pandeiro da Alegria (Tacyo Carvalho – Oclécio Carvalho)
06-Sou Ouricuriense (Oclécio Carvalho – Tacyo Carvalho)
07-Tan Tan Tan (Diva Lisboa – Alzenir Sulzart – Tacyo Carvalho)
08-Acordes do Amor (Rosalvo Antonio – Gonzaga Neto – Alcinda)
09-Xerém (Jorge Bodart – Tacyo Carvalho)
10-O Trem do Sertão (Tacyo Carvalho- Flavio Leandro)
11-Dois Côcos (Tacyo Carvalho)
12-Dor de Apaixonado (Tacyo Carvalho – Oclécio Carvalho)
13-Dor de Cotovelo (Tacyo Carvalho – Pedro Sampaio)
14-É Você (Tacyo Carvalho – João Silva)

Conheça a história da Banda Bicho de Pé

O Bicho de Pé é um grupo que compõe e toca música regional brasileira, com ênfase nos ritmos dançantes do norte e nordeste, como xote, baião, samba, forró, xaxado, maracatu, carimbó e arrastapé. Em 16 anos de carreira, produziu 4 CDS, 2 DVDs, 1 documentário. Este último DVD /CD, é inteiramente dedicado à Luiz Gonzaga, o rei do baião.

O CD "A Vida Vai", lançado em 2012 pelo Grupo Arlequim, conta com a participação de grandes músicos do cenário Brasileiro como Elba Ramalho, Gabriel Grossi, Caito Marcondes, Marco Bertaglia e Alexandre Ribeiro.

O DVD "Bicho de Pé 10 anos", foi gravado em Brasília em 2009, e contou com a participação de Chico César e músicos do clube do choro.

No CD "Que Seja", além das músicas autorais, o grupo criou arranjos inovadores para composições de Lenine, Raul Seixas e Luiz Gonzaga. Ainda neste álbum, gravaram uma embolada em parceria com Cajú & Castanha e um baião com a participação de Dominguinhos.

O primeiro CD "Com o Pé nas Nuvens" bateu a marca de 200 mil cópias vendidas e lançou a música "Nosso Xote", sendo em 2001, uma das músicas mais tocadas nas rádios e televisões do Brasil.

A banda já fez 1 turnê pelos Estados Unidos e 4 turnês pela Europa. Já divulgaram seu trabalho na Suíça, Alemanha, Holanda, Bélgica, Portugal, França, Itália, Finlândia, Rússia, Espanha, Áustria e Inglaterra.

Em 2004 gravaram um comercial de veiculação internacional protagonizado por Pelé e a música "No Escurinho", também de autoria da vocalista, foi usada como trilha sonora deste comercial.

O grupo faz shows em todo o Brasil, principalmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis e Salvador.

Na televisão, participaram dos programas: Bem Brasil, Ensaio, Sr. Brasil, Mosaico (Homenagem a Luiz Gonzaga), Metrópoles, Hebe, Raul Gil, Programa Livre, e SUPERSTAR, exibido pela rede Globo.

Há mais de 7 anos, conduzem semanalmente uma noite dançante no Canto da Ema, tradicional casa voltada à cultura nordestina, com lotação sempre esgotada.

Novo CD de Leninho de Bodocó à venda nas melhores lojas

Esse novo CD do cantor/compositor pernambucano Leninho de Bodocó, vem repleto de convidados especiais, entre eles Elba Ramalho, Flávio José, Silvério Pessoa, Maciel Melo, Santanna, Daniel Gonzaga, entre outros.
Faixas:
1- O menino e a menina (part. de Elba Ramalho)
2- Cativo (part. de Chambinho do Acordeon)
3- Na barra da saia (part. de Adelmário Coelho)
4- Mão de rezador (part. de Santanna)
5- Na caixinha do peito (part. de Flávio José)
6- Empréstimos de Deus (part. de Targino Gondim)
7- Uma rede boa (part. de Maciel Melo)
8- Feliz pra danar (part. de Geraldinho Lins)
9- Minha sanfona (part. de Daniel Gonzaga)
10- Simples, doce, meiga... assim (part. de Josildo Sá)
11- Mão de avô (part. de Marcelo Melo)
12- De onde se avista Olinda (part. de Silvério Pessoa)
13- De Exu a Liverpool (part. de Waldonys)

Compre Online: Passa Disco Online 

Novo CD de Leninho de Bodocó à venda nas melhores lojas:

Lojas em Recife – PE: 

Loja Passa Disco – Shopping Sitio da Trindade
Canto Sertanejo – Mercado da Madalena

Lojas em Ouricuri – PE: 

Loja Insinuante
Restaurante Grill
Loja Dasmar

Lojas em Bodocó – PE: 

Mercado Opção
Bar do Nem
Gilberto Foto Art

Você é lojista e também quer vender o novo CD de Leninho, entre em contato: (87) 9105-4828 | (87) 9607-5009

Manga Rosa e Seus Manguitos

Célio Euzébio de Oliveira, ou melhor, o sanfoneiro Manga Rosa é recifense, mas passou toda sua infância em Ibateguara, interior de Alagoas, onde aprendeu a tocar o instrumento herdado do seu pai. 

Quando veio morar na capital pernambucana, ingressou tímido na no cenário do forró, mas logo fez amizades com artistas consagrados, como Luiz Gonzaga e Dominguinhos, chegando a fazer shows com esses dois grandes nomes da música nordestina.

Aos 30 anos, recebe o apelido de Manga Rosa, depois de realizar um show para o Coronel Caruá. “Ele me colocou este nome porque tinha a pele branca e rosada”, relembra. Com o nome artístico, ele formou o trio e veio tentar a sorte no Recife.

Há mais de 40 anos, virou referência entre os artistas locais que carregam a bandeira do autentico forró. Gravou um CD intitulado “Manga Rosa e Seus Manguitos”, nome do grupo que o acompanha em seus eventos. 

Artista apresenta com o trio pé de serra formado com sanfona, zabumba, triangulo e voz, como também com um grupo formado por sanfona, zabumba, triângulo, percussão, vozes e um casal de dançarinos dando um caldo a mais na apresentação.

O sanfoneiro demonstra em seus shows outros ritmos além do forró tradicional, tango, frevo e bolero fazem parte de seu repertório que passeia por músicas de grandes compositores nordestinos, entre eles, Luiz Gonzaga, Marinês, Dominguinhos, Trio Nordestino entre outros artistas consagrados da geração. 

Um modesto tocador de 8 Baixos

Narrativa produzida no I Encontro de Sanfona de 8 Baixos, no FPNC Viva Gonzagão 2013
Seu Bilino, Antônio Felizardo Alves, de 64 anos, começou a tocar ainda era menino, em 1958, quando seu pai comprou uma sanfona de 8 Baixos pra ele. Naquela época os forrozeiros tocavam nos casamentos, nos aniversários, diz Seu Bilino. “Ele comprou uma sanfona pra eu tocar pra ganhar um dinheirinho. Era a diversão da zona rural e da mata. Nessa época o povo tocava a noite toda”, conta ele, que veio de uma família de 60 músicos.

Modesto, Bilino diz que não é tocador profissional, que sua profissão mesmo é afinar acordeon: “Meu ramo mesmo é ser afinador de acordeon, quando o fole se acaba eu também recupero”, diz ele. Mas é com maestria que ele pega o instrumento e desliza os dedos, puxando o fole. Depois ele mesmo reconhece sua sabedoria: “Tem uma música que eu fiz que eu botei o nome Avessinho, um chorinho. Esse choro que eu fiz, o povo do Rio, de São Paulo pegaram muito, eles ‘Seu Bilino, toca Avessinho pra nós’. É um forró tão bom de dançar que quando eu tou tocando ele todo mundo pega o ritmo, quer dançar. O finado Dominguinhos quando tava vivo foi tocar na rádio em São Paulo, aí um senhor me chamou pra tocar nessa rádio e eu fui tocar mais Zé Onório, que era um tocador de 8 Baixos de São Paulo. Aí ele fez assim – porque eu falei de Exu – ‘esse caba de Exu é bom’. Eu toquei Avessinho. Eu toco à direita e às avessas, à direita e às avessas. Músico nenhum tá conseguindo no país inteiro tocar esse choro porque é muito difícil, ler pra trás num é difícil? Num dá outras palavras? A música é assim também”, conta.

Bilino teve dois mestres, um foi seu pai, que lhe ensinou duas coisas, uma é que “a música é pra ser tocada com carinho e amor, bem feliz”. A outra é que tem músicas que devem ser guardadas pra momentos especiais. “Meu pai dizia ‘Num toque essa música atoa não. Toque num momento especial, que você fica feliz e eu também fico”, ensina.

O outro mestre de Bilino foi Severino Januário, irmão de Gonzagão. “Eu tocava com Severino Januário, eu considero ele meu mestre. Eu toco as músicas dele, tem gente que até chora. Hoje eu tou tocando as letras dele por causa dele. É um xote tão bom de dançar que todo mundo arrupeia os cabelos”, brinca Bilino. Ele só fica triste com a falta de reconhecimento do seu mestre “Severino dos 8 Baixos num era mostrado na televisão. Eu fiquei desgostoso, o homem tocava um 8 Baixos daquele jeito e num era mostrado. Eu fiquei meio triste, andei um tempo sem tocar”, conta o tocador que também não tem a atenção dos holofotes, apesar de seu talento merecido.

O vínculo com a família de Gonzagão começou desde cedo, Seu Bilino conta que seu pai só afinava o instrumento com Januário: “Ele trazia o 8 Baixos dele porque ele era mestre, aí quando a sanfona dele quebrava uma vozinha, ele fazia uma botando na linha. Ele vinha pra aqui”. E, Bilino, criança, vinha dentro de um caçoá, de Serrita, sua cidade, para Exu: “Eu até me lembro que ele botava nós num jumento com dois caçoá. Aí nós era dois irmão e uma menina, aí a menina ele deixava em casa. Aí ele botava eu dentro de um caçoá e o outro irmão dentro do outro. Ele colocava uma pedra pra equilibrar o peso do outro, que era maior, aí trazia nós”.

Hoje, assim como grande parte dos nordestinos, Bilino tem veneração por Mestre Lua: “Pro futuro ele vai ser nosso santo dos músicos, o santo dos sanfoneiros. Vai ser que nem o Padre Cícero, que nem Damião. Asa Branca é como se fosse um hino, como se fosse uma reza”, profetiza ele. “Ele é uma raiz do Sertão que a gente não pode abandonar”, afirma o sanfoneiro.

Ciente de que está cada vez mais raro achar pelas bandas do Araripe um tocador de 8 Baixos, “Daqui a uns 50, 100 anos quem tocar 8 Baixos vai ser chefe majoritário do mundo inteiro”, Bilino sente prazer quando consegue passar seu conhecimento a alguém “A coisa que eu acho mais feliz no mundo é eu dar aula pra uma criança, de 8 Baixos, porque de acordeon tá cheio já de tocador”.

Mesmo não tendo alcançado o sucesso profissional que merecia, Bilino toca porque é um apaixonado “Eu num posso abandonar essa carreira até o fim da minha vida”, diz com veemência. “Eu tou feliz desse jeito, porque dinheiro num é tudo na vida não. Eu sou um cara da roça, do mato, eu tenho um sitiozinho lá que eu plantei, tem 16 pés de coco. As filhas vem do meio do mundo passear. Eu acho bom estar no meio da terra aqui escutando Gonzaga tocar, chega um amigo, conversa comigo, chega outro”, conta o humilde tocador do fole típico do Sertão que hoje se tornou preciosidade.