domingo, 27 de novembro de 2016

CABOCLINHO AGORA É IMORTAL

Na década de 1930, o escritor Mário de Andrade definiu assim o caboclinho: “De todas as danças dramáticas que ví, os caboclinhos são o único bailado verdadeiro”.   Oitenta anos depois, esse folguedo popular é reconhecido como manifestação no rol oficial do Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil.

Esse  titulo dado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília,   enobrece a cultura popular de Pernambuco e do Nordeste  e com essa distinção se espera que o poder publico ajude com mais empenho essa manifestação, que tem no Recife um de seus mais legítimos representantes: o Caboclinho Sete Flexas, fundado em 1971 no bairro de Água Fria e que nunca deixou de desfilar no Carnaval, apesar de enfrentar muitas dificuldades para sobreviver.

Banda Fulô de Mandacaru recebe medalha na Alepe


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Programa Pernambuco Cultural na Rádio ForrozeirosPE

Uma das principais propostas do Pernambuco Cultural é servir de um palco amplo para os novos e talentosos nomes da cultura pernambucana, com destaque para a nossa boa música. 
PROGRAMA PERNAMBUCO CULTURAL 
Apresentação: Ivan Ferraz. Produção: Eduarda Feitosa e Mariana Leite. Produção técnica: Neneo de Carvalho. Direção: Ruy Sarinho. Programa Produzido pela Rádio Sei (Secretaria de Imprensa de Pernambuco). 
Todo os Sábados às 10h, com reprise aos Domingos no mesmo horário.


Nota Oficial da Fundarpe referente ao pagamento de cachês aos artistas de Pernambuco

Esclarecemos que o atraso no pagamento de cachês artísticos dos ciclos festivos do estado deve-se à acentuada queda das receitas nestes últimos meses posteriores à realização dos shows, quando foi preciso fazer esforços enormes para manter os serviços essenciais de saúde, educação e segurança, além de garantir o pagamento dos salários dos servidores, quesitos que a grande maioria dos estados do país não está conseguindo atender.
Observamos que, diante deste quadro, reduzimos o apoio ao Carnaval e São João em 30% de 2014 para 2015 e em mais 20% de 2015 para 2016, o que gerou, contraditoriamente, protestos de muitos dos que hoje reclamam dos atrasos. No entanto, não procedem as desconfianças sobre a quitação dos débitos e, como sempre temos feito, os cachês serão pagos, grande parte agora em novembro e o restante até o final do ano.
Do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), já quitamos 25%; do Carnaval, só restam 10%. Alguns artistas e grupos não tiveram seus processos finalizados por não apresentarem comprovações idôneas de cachês. Por outro lado, mesmo com essa enorme dificuldade econômica e financeira que vivenciamos, não permitimos retrocessos e ainda avançamos no legado da política cultural construído nos últimos anos.
Priorizamos os artistas locais e a cultura popular no Carnaval, São João e FIG (no Carnaval e São João, nossos editais só aceitam artistas pernambucanos, não procedendo a estória que pagamos primeiro quem é de fora). Criamos dois novos Prêmios Culturais, o Ariano Suassuna de Dramaturgia e Cultura Popular e o Prof. Ayrton de Carvalho, de Patrimônio. Criamos dois projetos de integração Cultura-Escola, o “A Gente da Palavra” e o “Outras Palavras”. Retomamos a titulação dos Patrimônios Vivos e mudamos a Lei para aumentar de três para seis os/as mestres/as a serem titulados por ano. Democratizamos mais ainda a política cultural e pusemos em funcionamento os três Conselhos Culturais: o do Audiovisual, o de Preservação do Patrimônio e o de Política Cultural. E ainda fortalecemos o Funcultura, que agora conta com mais uma empresa participante, a Copergás, atingindo o patamar de R$ 36 milhões, o terceiro maior do país. No próximo Edital do Funcultura, em dezembro, teremos pela primeira vez o Edital do Funcultura da Música.
Essas, entre outras, não são conquistas menores. Assim, ao tempo em que reconhecemos as dificuldades a nós impostas por fatores externos, decorrentes da crise econômica mundial e brasileira, que nos obriga a adotar medidas extraordinárias de administração do fluxo de caixa do governo, para não desorganizar a administração pública, reafirmamos nosso compromisso com as prioridades da Cultura acima citadas e continuamos a empreender todos os esforços para que, o mais breve possível, no que depender do Governo Estadual, as dificuldades vivenciadas por todos pernambucanos e pernambucanas sejam superadas.
Marcelino Granja 
Secretário Estadual de Cultura

Márcia Souto
Presidente da Fundarpe

Médico forrozeiro lança CD autoral

“Eu amo o meu Nordeste/sou Luiz Pereira de Mello/por essa cultura tão rica/desde criança que zelo/sou o cabra mais animado/com oito baixo bem tocado/eu gasto a sola do chinelo”. Quem já não sofreu por achar feia e não entender a letra de algum médico, numa receita? Já as letras das músicas compostas pelo Dr. Luiz Pereira, médico clínico geral, cirurgião gástrico e que ainda atua na medicina do trabalho, são fáceis de entender, belíssimas. 
Esse animado médico forrozeiro, que completou seus 80 anos no último dia 03 de outubro deste ano, lança o CD "Dr. Luiz Pereira & seus Parceiros - Vivendo com Alegria" com 22 faixas e as participações especiais de Arlindo Moita, Ivan Ferraz, Genildo Sousa, Almir Rouche, João Lacerda, Nerilson Buscapé, Genival Lacerda, Paulinho do Acordeon, Luizinho de Serra, Arlindo Guia do Forró, Bruno Flor de Lótus e Antônio Paulino. O CD pode ser adquirido no Espaço Cultural Dominguinhos ao valor de R$10.